Ripsa 30 anos

Os 30 anos da Ripsa e o lançamento da 3a. edição do "Livro Verde" Indicadores Básicos para a Saúde no Brasil

Do dia 23 a 25 de março de 2026 ocorreu a 33a OTI Oficina Técnica Institucional da Ripsa, e também o lançamento da 3ª edição do “Livro Verde“, como é conhecido o livro Indicadores Básicos para a Saúde no Brasil: conceitos e aplicações. Esse evento é o marco histórico de 30 anos da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa), e o  “Livro Verde” é uma obra técnica essencial que padroniza 168 indicadores básicos para orientar a gestão do SUS.  45 instituições colaboram de forma consensual para produzir dados confiáveis sobre demografia, mortalidade e recursos de saúde. A publicação funciona como um guia metodológico para pesquisadores e gestores, visando reduzir desigualdades por meio de evidências científicas. Além disso, a ação ressalta a importância da transformação digital e da transparência no fortalecimento das políticas públicas brasileiras.

A reativação da Ripsa e o Livro Verde

Após um período de dez anos de paralisação, a Ripsa foi reativada pelo Ministério da Saúde, através da Secretaria de Informação e Saúde Digital Seidigi, para fortalecer a análise de dados e a transparência no Sistema Único de Saúde (SUS). A nova publicação consolida 168 indicadores fundamentais, abrangendo áreas como mortalidade, recursos e aspectos socioeconômicos, servindo como guia técnico para gestores e pesquisadores. Durante a cerimônia, autoridades destacaram que a informação qualificada é a espinha dorsal para políticas públicas eficazes e para o combate às desigualdades regionais. O encontro reafirmou o compromisso com a transformação digital e a soberania de dados no contexto da saúde pública brasileira. Este marco institucional celebra a cooperação entre 45 instituições parceiras que trabalham coletivamente na padronização de evidências científicas.

A reativação da Ripsa é  uma iniciativa do Ministério da Saúde, no contexto do terceiro mandato do presidente Lula, e contou com a parceria da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS).

Os principais marcos e etapas desse processo de retomada incluem:

  • Formalização Institucional: A retomada foi formalizada pelo Decreto nº 11.358/2023, que atribuiu ao Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (DEMAS), integrante da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), a competência de apoiar o desenvolvimento das metodologias e instrumentos da Rede.
  • Liderança Estratégica: A criação da SEIDIGI foi determinante para que a RIPSA encontrasse o ambiente institucional necessário para sua reativação, sob a liderança da secretária Ana Estela Haddad e a condução técnica do diretor do DEMAS, Paulo Sellera.
  • Retomada dos Fóruns: O início formal do processo foi marcado pela 29ª Oficina de Trabalho Interagencial (OTI) em 2023, que oficializou a volta das atividades e reafirmou o compromisso com a gestão da informação em saúde.
  • Atualização e Modernização: Mais do que apenas recomeçar, a reativação visou atualizar propósitos e incorporar aprendizados tecnológicos. Isso incluiu a reformulação do Portal da RIPSA pela BIREME/OPAS/OMS, com foco em usabilidade e transparência, apresentado na 30ª OTI em 2024.
  • Esforço Coletivo de Revisão: O processo envolveu um trabalho intenso de três anos, com a participação de 450 pesquisadores e 45 instituições, que se debruçaram sobre a revisão de dados e a padronização metodológica dos indicadores.
  • Consolidação Editorial: O ápice desse esforço de reativação foi o lançamento da terceira edição do Livro Verde em 2026, uma obra aguardada por 18 anos (desde a edição de 2008). Esta nova edição materializa o compromisso da Rede com a ciência aberta, atribuindo, por exemplo, um DOI para cada uma das 168 fichas de indicadores.

O “Livro Verde” é o nome pelo qual é amplamente conhecida a publicação “Indicadores Básicos para a Saúde no Brasil: conceitos e aplicações”, produzida pela Rede Interagencial de Informações para a Saúde (RIPSA). Trata-se de uma obra técnica que sistematiza conceitos, fontes e métodos de cálculo de um conjunto consensual de indicadores fundamentais para o conhecimento da realidade sanitária brasileira.

(clique para acessar a publicação no site da Ripsa)

Sua importância reside em diversos pilares estratégicos para a saúde pública e a gestão do país:

  • Patrimônio Metodológico do SUS: O livro é considerado um marco técnico e institucional, consolidando uma metodologia de trabalho que garante a padronização e a qualidade da informação em saúde. Ele serve como guia prático para gestores, profissionais, pesquisadores e estudantes, sendo uma referência obrigatória em cursos da área de saúde e serviços do SUS.
  • Construção de Consenso: O conteúdo do livro é fruto de um esforço coletivo e interinstitucional que envolve, em sua terceira edição, 45 instituições (como Ministério da Saúde, IBGE, OPAS, Fiocruz, CONAS e CONAZEMS) e mais de 450 pesquisadores. Isso garante que os indicadores tenham credibilidade técnico-científica e reflitam um consenso entre produtores e usuários de informação.
  • Subsídio à Tomada de Decisão: A obra oferece instrumentos concretos para qualificar a análise da situação de saúde, orientar a alocação de recursos, o planejamento e a avaliação de políticas públicas em todos os níveis de gestão (municipal, estadual e federal).
  • Enfrentamento de Desigualdades: O Livro Verde permite monitorar tendências e identificar desigualdades em saúde com precisão territorial, sendo essencial para a construção de políticas mais justas e equitativas.
  • Inovação e Ciência Aberta: A terceira edição (lançada em 2026) incorpora avanços como a integração com plataformas digitais modernas e a adoção de padrões de ciência aberta, como a atribuição de um DOI (Identificador de Objeto Digital) para cada uma das 168 fichas de indicadores, facilitando a rastreabilidade e a citação formal.

O livro organiza os indicadores em sete categorias temáticas: demográficos (DEM), socioeconômicos (SOC), mortalidade (MRT), morbidade (MRB), fatores de risco e proteção (FRP), cobertura (COB) e recursos (REC). Cada indicador é acompanhado por uma Ficha de Qualificação (FQI) que detalha desde o conceito e fórmula de cálculo até as limitações e fontes de dados, assegurando total transparência metodológica.

Os 168 indicadores de saúde da RIPSA funcionam como uma ferramenta estratégica fundamental para a gestão do SUS, atuando como a espinha dorsal para a tomada de decisões qualificadas e transparentes. Eles auxiliam os gestores na formulação, no monitoramento e na avaliação de políticas públicas, permitindo que o planejamento das ações seja baseado em evidências concretas em vez de suposições. 

A importância desses indicadores para a gestão do SUS manifesta-se em diversas frentes:

  • Subsídio à Tomada de Decisão e Alocação de Recursos: Os indicadores oferecem instrumentos concretos para orientar a alocação de recursos financeiros, materiais e humanos, garantindo que o financiamento seja direcionado para onde é mais necessário e efetivo.
  • Enfrentamento de Desigualdades: Eles permitem medir e enfrentar desigualdades em saúde com precisão territorial, identificando grupos vulnerabilizados e áreas críticas que demandam intervenções específicas para promover a equidade.
  • Padronização Metodológica: O uso de conceitos e métodos de cálculo consensuados entre 45 instituições reduz ambiguidades e garante a comparabilidade dos dados entre diferentes municípios, estados e períodos históricos.
  • Monitoramento de Tendências e Riscos: Através de séries históricas, a gestão pode acompanhar a evolução de doenças, identificar surtos precocemente e avaliar o impacto de intervenções como campanhas de vacinação e programas de atenção especializada.
  • Fortalecimento da Transparência e Controle Social: A disponibilização desses indicadores em plataformas digitais e em formatos de ciência aberta (como o uso de DOI para as fichas técnicas) democratiza o acesso à informação, fortalecendo a confiança pública e o exercício da cidadania.
  • Alinhamento com Agendas Internacionais: Os indicadores permitem alinhar as políticas nacionais aos compromissos globais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), facilitando o monitoramento de metas compartilhadas internacionalmente.

As sete categorias temáticas que organizam os 168 indicadores de saúde da RIPSA no “Livro Verde” são identificadas por siglas de três letras e abrangem as seguintes áreas:

  1. Demográfico (DEM): Foca na compreensão das tendências populacionais, como o crescimento, a distribuição etária e a dinâmica de fecundidade e natalidade.
  2. Socioeconômico (SOC): Analisa como fatores como educação, emprego, renda, saneamento básico e condições de moradia impactam o bem-estar e a qualidade de vida, ajudando a identificar grupos vulneráveis.
  3. Mortalidade (MRT): Mensura a magnitude e a distribuição dos óbitos por causas, idade, sexo e local, sendo essencial para identificar desigualdades e subsidiar o planejamento de políticas públicas.
  4. Morbidade (MRB): Mede a incidência de doenças e eventos de saúde na população, auxiliando no reconhecimento de doenças emergentes e nos riscos de internação hospitalar.
  5. Fatores de Risco e Proteção (FRP): Monitora comportamentos e condições que podem predispor a doenças (como tabagismo e álcool) ou proteger a saúde (como alimentação saudável e atividade física).
  6. Cobertura (COB): Avalia a utilização de serviços de saúde, incluindo a realização de consultas médicas, vacinação e procedimentos, permitindo medir o atendimento às necessidades da população.
  7. Recursos (REC): Mede a disponibilidade e distribuição de recursos humanos, infraestrutura física (como leitos e equipamentos) e financiamento para a operação do sistema de saúde.

Cada uma dessas categorias é gerida por um Comitê de Gestão de Indicadores (CGI) específico, responsável pela padronização metodológica e revisão contínua dos dados.

As Fichas de Qualificação de Indicadores (FQI) são instrumentos de orientação técnica padronizados que estabelecem as bases técnicas para a correta interpretação e utilização das informações de saúde produzidas pela RIPSA. Cada um dos 168 indicadores presentes na 3ª edição do “Livro Verde” possui sua própria ficha, que funciona como um guia detalhado para garantir a padronização, transparência e reprodutibilidade dos dados.

As principais características e funções das FQIs incluem:

1. Estrutura e Conteúdo

Atualmente, as FQIs são compostas por 16 campos essenciais que descrevem o “ciclo de vida” do indicador. Entre os principais campos estão:

  • Conceito e Interpretação: Definem o que o indicador mede e qual o significado dos resultados para a saúde.
  • Usos e Limitações: Orientam como aplicar o dado na gestão e quais fatores podem restringir sua interpretação (como falhas em bases de dados ou imprecisões em municípios pequenos).
  • Metodologia de Cálculo: Detalha a fórmula matemática e os procedimentos necessários para que o cálculo possa ser reproduzido por outras equipes.
  • Fontes de Dados: Identifica a origem da informação (ex: SIM, SINASC, PNADC, Vigitel).
  • Análise Descritiva: Um diferencial da nova edição que transforma a ficha em uma ferramenta narrativa, incluindo gráficos e tabelas que mostram o comportamento real do indicador no SUS.

2. Ciência Aberta e Inovação Científica

A 3ª edição do Livro Verde (2026) elevou o status técnico das FQIs ao incorporar padrões científicos modernos:

  • DOI (Digital Object Identifier): Cada uma das 168 fichas possui um identificador digital próprio, permitindo que sejam citadas individualmente em trabalhos acadêmicos e garantindo sua perenidade na rede.
  • Licenciamento Creative Commons: Facilita o compartilhamento e a adaptação do conteúdo de forma transparente.
  • Internacionalização: Incluem títulos traduzidos e referências no padrão Vancouver, ampliando o alcance das informações brasileiras para bases de dados internacionais.

3. Gestão Digital e Interoperabilidade

As fichas não são apenas documentos estáticos; elas estão integradas ao Módulo de Gestão de Dados e Indicadores (MGDI), uma plataforma tecnológica que permite:

  • O cadastramento unificado e o gerenciamento da série histórica dos indicadores.
  • A conexão via API com o Portal da RIPSA, garantindo que as informações estejam sempre atualizadas e integradas a outros sistemas, como a Sala de Apoio à Gestão Estratégica (SAGE).

Em suma, as FQIs são o “alicerce técnico” que sustenta a credibilidade dos indicadores da RIPSA, permitindo que gestores, pesquisadores e estudantes transformem números brutos em evidências úteis para a tomada de decisão no SUS.

A principal diferença entre a segunda edição (2008) e a terceira edição (2026) do Livro Verde reside na modernização tecnológica, na expansão do conteúdo e na reformulação da estrutura metodológica após um hiato de 18 anos.

As mudanças mais significativas incluem:

  • Aumento no Número de Indicadores: Enquanto a segunda edição contava com 118 indicadores, a terceira edição expandiu esse conjunto para 168 indicadores básicos.
  • Nova Codificação e Estrutura: O sistema anterior de letras únicas para identificar categorias foi substituído por siglas de três letras (como DEM, SOC, MRT). Além disso, os indicadores agora são organizados por dimensões temáticas dentro de cada categoria, tornando a navegação mais intuitiva e sustentável para futuras inclusões.
  • Adoção de Padrões de Ciência Aberta: Uma inovação estruturante da terceira edição é a atribuição de um DOI (Digital Object Identifier) para cada uma das 168 fichas de indicadores, permitindo que sejam citadas individualmente e garantindo sua perenidade digital. Também foram incorporados o identificador institucional ROR e o licenciamento Creative Commons.
  • Aprimoramento das Fichas de Qualificação (FQIs): As fichas evoluíram de um modelo original de 8 campos para um formato otimizado com 16 campos essenciais, garantindo maior transparência e reprodutibilidade. Elas agora incluem títulos traduzidos para ampliar o alcance internacional e referências no padrão Vancouver.
  • Integração Digital e Interoperabilidade: A nova edição está totalmente integrada ao Módulo de Gestão de Dados e Indicadores (MGDI) via API, o que automatiza atualizações e reduz erros manuais. O ecossistema de disseminação também foi renovado, com o uso de tecnologias modernas no TabNet (Python 3.11) e a reativação da Sala de Apoio à Gestão Estratégica (SAGE).
  • Separação de Categorias Temáticas: O grupo que antigamente reunia “Morbidade e Fatores de Risco” foi dividido em dois comitês distintos: Morbidade (MRB) e Fatores de Risco e Proteção (FRP).
  • Alinhamento com Agendas Globais: Foram incluídos novos indicadores para responder a desafios contemporâneos, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e o monitoramento da SRAG por COVID-19.

A RIPSA é composta por 45 instituições representativas de produtores de informação, gestores do sistema de saúde e instituições de ciência e tecnologia. Esse conjunto diverso de integrantes atua de forma consensual e não hierarquizada para garantir a credibilidade e a padronização das informações de saúde no Brasil. As instituições que integram a Rede incluem:

Órgãos do Governo Federal e Agências Reguladoras:

  • Ministério da Saúde (MS): Participa por meio de diversas unidades, como a Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) e a Secretaria Executiva (SE).
  • Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
  • Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).
  • Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
  • Ministério da Previdência Social (MPS).
  • Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
  • Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Conselhos e Fundações de Pesquisa:

  • Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), que também integram a Secretaria Técnica da Rede.
  • Conselho Nacional de Saúde (CNS).
  • Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz): Envolve múltiplas unidades, como Icict, ENSP, Cidacs, IAM (Fiocruz/PE) e IRR (Fiocruz/MG).
  • Fundação João Pinheiro (FJP), Fundação Seade e IPARDES.
  • Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro).

Organizações Internacionais e Associações:

  • Organização Pan-Americana da Saúde / Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS).
  • BIREME/OPAS/OMS (Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde).
  • ABRASCO (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), Abep (Associação Brasileira de Estudos Populacionais), SBIS (Sociedade Brasileira de Informática em Saúde) e ABTMS (Associação Brasileira de Telemedicina e Telessaúde).

Universidades e Outras Entidades:

  • Um amplo grupo de universidades, incluindo UnB, USP, UFMG, Unicamp, Unesp, Unifesp, UERJ, UFSC, UFSCar, UFRN, Ufac, UFPE, UFPA, UFBA, UFAM, UFG, UFPI, UFC e UFPel.
  • Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS).
  • Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP).
  • Fundação Getulio Vargas (FGV).

Essa composição plural permite a integração de saberes e garante que o trabalho da RIPSA seja pautado pela construção coletiva de consensos técnicos e científicos.

A 3ª edição do “Livro Verde” incorporou indicadores inéditos para responder aos desafios da pandemia de COVID-19 e para alinhar as estatísticas brasileiras aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.

Os novos indicadores de destaque são:

Indicadores Relacionados à COVID-19

  • MRB.2.17 – Taxa de incidência da síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por COVID-19: Este indicador mensura o número de casos confirmados de SRAG causados pelo vírus SARS-CoV-2 na população residente.
  • Subgrupo em Mortalidade (MRT.6.01): Embora a taxa de mortalidade por doenças infecciosas já existisse, a nova edição incluiu a COVID-19 como uma categoria específica de análise dentro desse indicador, utilizando códigos detalhados da CID-10 (como B34.2 e marcadores U07.1, U07.2 e U92.1) para garantir a precisão dos dados.

Indicadores Alinhados aos ODS (Agenda 2030)

A nova matriz foi desenhada para monitorar metas globais, destacando-se:

  • MRT.5.06 – Probabilidade de morte prematura por doenças cardiovasculares, neoplasias malignas, diabetes mellitus e doenças respiratórias crônicas: Este indicador corresponde diretamente ao indicador 3.4.1 dos ODS, que visa reduzir a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis.
  • FRP.2.03 – Consumo de álcool em litros de álcool puro per capita: Calculado pela primeira vez no Brasil em 2022 para este fim, ele atende ao indicador 3.5.2 dos ODS e ao Plano de Ação Global sobre o Álcool da OMS.
  • FRP.8.01 e FRP.8.02 (Violência contra mulheres e meninas): Estes indicadores sobre a prevalência de violência física, psicológica e sexual foram incluídos para apoiar o monitoramento dos ODS 5 (Igualdade de Gênero) e 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes).
  • MRB.2.05 – Taxa de incidência de tuberculose: Teve sua metodologia revisada para se alinhar ao indicador 3.3.2 dos ODS, que busca acabar com a epidemia de tuberculose até 2030.

Essas inclusões transformam o Livro Verde em uma ferramenta essencial para que o Brasil monitore o cumprimento de seus compromissos internacionais e avalie o impacto de crises sanitárias contemporâneas no SUS.

(Esse texto foi produzido com uso do Google Notebooklm, com revisão humana)

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