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Painel Intermediação dos Vínculos de Trabalho em Saúde na RMSP recebe atualização para 2026

O Painel Intermediação dos Vínculos de Trabalho em Saúde na RMSP recebeu a atualização dos dados para junho de 2026. Esse painel é resultado do trabalho de pesquisa e exploração da base de dados do CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), conduzido pelo ObservaSaúde em seu eixo temático Força de Trabalho em Saúde. O eixo é coordenado atualmente por Arnaldo Sala (SES) e Carinne Magnago (FSP USP). Leia mais sobre essa pesquisa clicando aqui.

 O conceito de vínculo de trabalho é mais abrangente que o de ‘emprego’, significando todo tipo de relação de trabalho remunerado, seja pelo emprego formal (CLT), emprego público ou vínculos de prestação de serviços como autônomo ou subcontratos. A ideia é tentar captar as alterações nas maneiras de contratação da força de trabalho em saúde, em especial com a terceirização dos serviços do SUS para as OSs, e desse modo contribuir para o entendimento da questão da paulatina substituição dos servidores públicos no SUS por trabalhadores contratados ou subcontratados de OSs.

Pode se observar o crescimento do número total de vínculos de trabalho em saúde na RMSP, em 11 anos, de pouco mais de 416 mil para 728 mil vínculos, o que representa um aumento de 74,9%. Esse número não indica automaticamente um aumento de postos de trabalho ou de empregos em saúde, mas pode estar mostrando que parte do crescimento é um processo do desdobramento do trabalhador em saúde em diversos vínculos, como aponta o indicador de média de vínculos por CPF que passou, no mesmo período, de 1,34 para 1,48. 

O tipo de vínculo que parece ser o mais representativo é o classificado pelo CNES como “intermediado” (por OSs), que cresceu de 2016 para 2026 de 108 mil para mais de 254 mil, um crescimento de 133%.

O painel é interativo, e pode-se detalhar (filtrar) com cliques os números de vínculos pelas categorias profissionais, por regiões de saúde e por tipo de vínculo.

Atualização: inseridos uma tabela com as categorias do CNES de vínculos de trabalho e uma tabela trazendo os vínculos em 2026, por região de saúde e munícípios.

 Dia 03 de julho de 2026 ocorreu a cerimônia de posse do Prof. Marco Akerman e da Profa. Tatiana Toporcov, como diretor e vice-diretora da Faculdade de Saúde Pública, gestão 2026-2030, no anfiteatro Paula Souza da Faculdade. Leia mais nessa notícia do site da Faculdade ou nessa notícia do Jornal da USP.

A Secretaria Executiva do Observatório de Saúde da Região Metropolitana de São Paulo ObservaSaúde esteve presente na cerimônia, que contou com diversas autoridades da Universidade. Na ocasião, e repetindo nesse artigo, transmitimos nossos votos para uma excelente gestão e oferecemos nosso apoio.

O Prof. Marco Akerman é Professor Titular do Departamento de Política, Gestão e Saúde, e coordenador do eixo de Gestão do Conhecimento do ObservaSaúde, entre numerosos outros itens do seu currículo. Continue lendo.

O Brasil alcançou em 2024 um marco inédito: pela primeira vez na história, o país ingressou no grupo de nações com muito alto desenvolvimento humano. Com um índice de 0,805, o país consolidou uma trajetória de recuperação após os impactos da pandemia. No entanto, por trás das médias nacionais, os dados do Radar IDHM 2024 revelam que grandes centros, como a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), embora liderem o ranking de progresso, ainda enfrentam o desafio de distribuir essa riqueza de forma justa entre seus mais de 21 milhões de habitantes. Continue lendo.

Inscrições abertas: FSP-USP e parceiros promovem curso para fortalecer Conselhos de Saúde na Grande São Paulo

Estão abertas as inscrições para o curso de difusão “Desafios da organização e funcionamento dos conselhos de saúde: construindo participação social no SUS da Região Metropolitana de São Paulo”. A iniciativa visa capacitar profissionais para atuarem no fortalecimento do controle social e na democratização das políticas públicas de saúde. (Continue a ler e faça sua inscrição) 

A convite da Secretaria de Saúde do Município de Caieiras membros do ObservaSaúde e docentes do Departamento de Política, Gestão e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP FSPUSP participaram de uma Oficina sobre a importância da informação em saúde para a gestão do SUS: práticas de registro, monitoramento e avaliação nos serviços de saúde. Na oficina foram discutidas as práticas, dificuldades e possibilidades de desenvolvimento dos gestores ao lidar com dados e informações que eles mesmos produzem em suas rotinas de trabalho. Ressaltou-se que as informações não devem estar restritas à gestão, mas serem discutidas com os conselheiros de saúde e com os profissionais das equipes de saúde.

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O governo federal oficializou a regulamentação da profissão de sanitarista por meio do Decreto nº 12.921/2026, publicado em 7 de abril de 2026. A nova legislação define o Ministério da Saúde como a autoridade responsável pelo registro e fiscalização desses profissionais dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

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O podcast ObservaSaúde na Rádio traz para o centro do debate o enfrentamento da violência de gênero como uma prioridade para o  Sistema Único de Saúde (SUS). Em uma conversa  com  Karina Calife, médica sanitarista e pesquisadora, o episódio explora como a violência contra a mulher deixou de ser encarada apenas como uma “questão de delegacia” para ser reconhecida como um problema de saúde pública de alta magnitude e complexidade. O conteúdo destaca que os serviços de saúde, especialmente na atenção primária, são a principal porta de entrada para mulheres em situação de vulnerabilidade, o que exige profissionais capacitados para identificar sinais que muitas vezes surgem de forma indireta, como dores crônicas, depressão e agravamento de doenças como diabetes e hipertensão.

A análise também percorre o impacto da Lei Maria da Penha na estruturação de uma rede intersetorial que articula saúde, segurança pública e o sistema judiciário. São discutidos mecanismos fundamentais de proteção, como a notificação compulsória — que permite ao Estado dimensionar o problema sem necessariamente judicializar a vontade da vítima — e a importância dos Núcleos de Prevenção à Violência (NPVs) dentro das unidades de saúde. O debate reforça que, para romper o ciclo da violência, é necessária uma gestão pública comprometida com recursos financeiros e uma participação ativa dos conselhos de saúde, garantindo que o SUS atue de forma integral no combate às desigualdades de gênero, raça e classe que estruturam a sociedade brasileira. Clique aqui para continuar lendo e acessar o podcast.

A partir da direita: Ana Estela Haddad, Secretária de Informação e Saúde Digital, Álvaro Escrivão Junior, da FGV e do ObservaSaúde, e Teresa FP Nascimento, assessora da Seidigi

A Rede Interagencial de Informações para a Saúde (RIPSA) celebrou seu marco histórico de 30 anos com o lançamento da 3ª edição do “Livro Verde” durante a 33ª Oficina Técnica Institucional, realizada em março de 2026. Após um hiato de 18 anos desde a última publicação e uma década de paralisação da Rede, a obra consolida 168 indicadores fundamentais que padronizam a informação em saúde no Brasil, funcionando como a espinha dorsal para a tomada de decisões estratégicas e o fortalecimento das políticas públicas no SUS.

Fruto da colaboração consensual entre 45 instituições e centenas de pesquisadores, a nova edição incorpora avanços de ciência aberta e atualiza a matriz de dados para incluir o monitoramento da COVID-19 e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Com foco na transformação digital e na soberania de dados, o lançamento marca a retomada definitiva da RIPSA como ferramenta essencial para identificar e combater as desigualdades regionais por meio de evidências científicas qualificadas.

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Novo episódio do podcast ObservaSaúde na Rádio traz a participação e controle social do SUS para o debate

A professora da Faculdade de Saúde Pública da USP Cleide Lavieri Martins é a convidada desse episódio do podcast ObservaSaúde na Rádio Madalena. A profa. Cleide é a coordenadora do eixo temático Participação e controle social do SUS, do ObservaSaúde, e comenta sobre a pesquisa realizada junto aos Conselhos Municipais de Saúde, dos municípios da região metropolitana de São Paulo, e outros assuntos sobre o tema.

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ObservaSaúde estreia podcast em parceria com a Rádio Madalena

O episódio de estreia do ObservaSaúde na Rádio traz uma conversa essencial sobre o funcionamento do sistema de transplantes de órgãos no estado de São Paulo. O convidado é o Dr. Osvaldo Donnini, médico sanitarista, que explica como o sistema paulista se organiza, quais são seus desafios e o que garante sua referência nacional. A entrevista mostra como a integração entre gestão pública, equipes médicas e doadores torna possível salvar milhares de vidas todos os anos.

Já são 4 os episódios publicados nessa 1a temporada, além de transplantes, temos diálise no episódio 2, vigilância epidemiológica no episódio 3, e capacidade instalada no episódio 4. Acompanhe os novos episódios se inscrevendo nos nossos canais.

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Eixos Temáticos e RMSP